Futebol
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Varlei Batista de Carvalho ou Leizinho |
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Varlei Batista de Carvalho, o Varlei, inesquecível ponteiro direito do Comercial e do Botafogo de Ribeirão Preto nos anos 70, mora atualmente em Bauru, no interior de São Paulo, é técnico de futebol, e espera proposta para comandar alguma equipe.
Nascido em Limeira-SP, no dia 18 de setembro de 1946, Varlei começou a carreira em 1962, jogando a segunda divisão do campeonato paulista daquele ano na Sociedade Esportiva Gran São João, extinto time de sua cidade natal. Em 1963, foi para o Jaboticabal e, um ano depois, estreou no ataque do XV de Piracicaba, onde ficou até 1965. Nesse meio tempo teve uma rápida passagem pelo XV de Jaú, do interior de São Paulo. Em 1966, fez parte do ataque do Noroeste de Bauru-SP. Logo depois, passou pelo Londrina-PR e pelo Clube Atlético Ferroviário (que posteriormente virou Colorado e, após junção com o Pinheiros, o atual Paraná Clube), onde ficou até 1970. Com o Ferroviário, conseguiu o bicampeonato paranaense de 1968/69.
Em 1971, Varlei foi negociado com o Marília-SP e lá, participou de um momento histórico: com o título da segundona, pela primeira vez na história o MAC disputaria a primeira divisão do campeonato estadual. “Foi um momento inesquecível. Nosso técnico era o Alfredinho. Ganhamos do Saad, de São Caetano do Sul, em pleno Parque Antártica e conseguimos o acesso. Hoje, tal façanha encontra-se pintada nas arquibancadas do estádio do Marília”, lembra saudoso, o grande Varlei.
No início dos anos 70 o ex-ponta conseguiu outra façanha em sua carreira de jogador: ser ídolo no Comercial e no Botafogo de Ribeirão Preto-SP. “Essa é uma coisa muito difícil de acontecer. Naquela época então, nem se fala. É como um jogador sair hoje do Corinthians e conseguir ser ídolo no Palmeiras. Quase impossível. E eu consegui”, lembra orgulhoso, Varlei.
Em 1972, chegou ao Comercial e na metade de 73 foi emprestado ao Botafogo. “No Botafogo, atuei ao lado de excelentes jogadores como Sócrates e Geraldão. Certa vez, olhando o Doutor (Sócrates) jogar, comentei com o Alfredinho (técnico) que ele seria um craque”, recorda Varlei. Logo depois, o ex-ponta voltou ao Comercial e, em 1974, estava de volta ao Noroeste de Bauru-SP.
De 1975 a 1976, Varlei atuou na Internacional de Limeira-SP, no início de 1977 teve rápida passagem pelo São Carlense, de São Carlos-SP, e no final de 1977 foi para o Palmeiras de São João da Boa Vista-SP, onde encerrou a carreira, em 1978.
Não quis largar o futebol e de jogador passou a técnico. Sua primeira equipe como treinador foi o XV de Novembro de Piracicaba, em 1979. Comandou grandes equipes do interior paulista. Marília, Botafogo, Comercial, Bandeirante de Birigui, Catanduvense, Votuporanguense, Noroeste (onde conquistou o título da segunda divisão do Paulistão, em 1986), são alguns dos times que tiveram Varlei no banco de reservas.
Fora do estado de São Paulo, dirigiu grandes equipes como Criciúma, Uberlândia, Remo e Londrina, conquistando, em 1992, o último título paranaense do Tubarão. "Consegui levar o Londrina a seu último título estadual. E foi com um esquema de jogo que quase ninguém mais usa. Abri bem os meio-campistas e coloquei-os pra jogar como autêntico ponta. Eles acompanhavam os laterais adversários até o meio-campo e no contra-ataque, caiam pelas costas dos mesmos. Jogando assim garanti mais espaço para meus jogadores de meio”, afirma, convicto de sua tática, o ex-ponta e hoje treinador.
Sua última equipe foi o União de Rondonópolis-MT, eliminada da Copa do Brasil 2005 pelo Vasco da Gama, e hoje Varlei espera contato para mostrar seu trabalho em alguma equipe do futebol, nacional ou internacional.
Crédito: Gustavo Grohmann
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